Corte no Bolsa Família pode deixar 23 milhões de pessoas sem benefícios

O Bolsa Família pode sofrer uma grande redução de verba no próximo ano. Em outubro, o deputado Ricardo Barros, responsável pelo projeto do Orçamento do Governo para 2016, propôs um corte de R$ 10 bilhões no programa. Desta forma, o governo teria apenas R$ 18,8 bilhões para disponibilizar às famílias cadastradas.


Ao mencionar o plano de cortar gastos, Ricardo Barros tratou de tranquilizar os beneficiários e afirmou que a medida não terá efeito para quem já recebe o complemento de renda mensal. “Vou cortar 10 bilhões do Bolsa Família. São cerca de R$ 28 bilhões para o programa. Esse corte é para não ter novos ingressos. Quem sai, não retorna. Quem fica, fica. Não vamos tirar ninguém do programa”.

Defesa do governo

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Para agir contra o corte, o governo fez as contas e revelou uma estimativa caso o Orçamento seja aprovado com a redução dos R$ 10 bilhões. Confira os números:

  • Os cortes atingiriam 11,35% da população brasileira;
  • Dos 47,8 milhões de beneficiários, 23,2 seriam excluídos do programa;
  • 250,7 mil crianças e adolescentes ficariam sem vagas nas escolas em 2016;
  • O estado de São Paulo seria o mais prejudicado em termos gerais, perdendo 2,9 milhões dos 5 milhões de beneficiários.
  • O estado do Paraná seria o mais prejudicado em termos proporcionais, perdendo um pouco mais de 1 milhão de beneficiários.
  • De 1,8 mihão de beneficiários, o estado da Bahia perderia 706 mil pessoas, sendo que 345 mil voltariam imediatamente a viver em condição de extrema pobreza.

O que poderá acontecer?

Para que o Brasil não fique “no vermelho” em 2016, o deputado Ricardo Barros precisa apresentar um orçamento adequado ao governo, ou seja, um planejamento com mais receitas e menos despesas. Ele encontrou no corte do Bolsa Família uma boa chance para cumprir o objetivo. Porém, esse plano tem sido criticado até mesmo por alguns integrantes da oposição. O que pode acontecer é o governo solicitar um novo relatório com outras alternativas para conter os gastos. Dessa forma, a verba do Bolsa Família seria poupada, e os beneficiários não seriam afetados. O que sabemos é que, pelo menos por enquanto, não é possível dizer com certeza se a proposta de corte apresentada pelo deputado terá força para ser aprovada.

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